Estado espanhol acionou serviços secretos para capturar Carles Puigdemont

Conforme apresentado pelo portal El Món, o Estado espanhol acionou serviços secretos para capturar Carles Puigdemont, presidente catalão no exílio. Os detalhes da tentativa espanhola de se vingar do atual eurodeputado foram descritos no documento do inquérito contra dois policiais acusados de terem “escoltado ilegalmente” Puigdemont. De fato, em 2018, o Estado espanhol acionou o serviço secreto do país (o CNI), e solicitou o auxílio da BKA, a Agência Federal de Investigações Criminais da Alemanha e suas forças especiais para capturar o líder catalão.

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“Podiam estar armados”

O objetivo do Estado espanhol era entregar relatórios a várias entidades europeias para alertar que “Carles Puigdemont estava acompanhado por encobridores”, e que esses “podiam estar armados”. O presidente legítimo da Catalunha foi detido na Alemanha em 25 de março de 2018, sob acusação de “rebelião e terrorismo”.

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De acordo com um relatório policial da Brigada Provincial de Barcelona, apresentado à Audiência Nacional espanhola, e que explica como a polícia preparou a detenção de Carles Puigdemont, a Polícia Nacional Espanhola contou com a colaboração do CNI e com a Delegacia Geral de Informação, além de outros serviços policiais europeus. A perseguição a Puigdemont também incluiu um contato com serviços internacionais do Centro de Inteligência contra o Terrorismo e o Crime Organizado.

O julgamento contra os dois policiais que escoltavam Carles Puigdemont começará no dia 24 de maio. Ambos podem ser condenados a três anos de prisão, e à inabilitação do exercício de cargos públicos pelo mesmo período. Em relação ao líder catalão, seu retorno à Catalunha ou visita a qualquer região da Espanha ainda não é viável.

 

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