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19/09/2021

Agentes da Guarda Civil espanhola discriminam belga por falar em catalão

Agentes da Guarda Civil espanhola discriminam belga por falar em catalão

Conforme informa o portal de notícias Vilaweb, dois agentes da Guarda Civil espanhola podem ser condenados a dois anos de prisão por terem humilhado e discriminado um cidadão belga, Kris Charlier, no aeroporto de Barcelona, em dezembro de 2019. Charlier foi impedido de tomar o avião para Bruxelas por ter se recusado a mostrar a bolsa coletora aos agentes. O belga, que havia passado por uma recente operação devido ao câncer de cólon, vive no município de Bigues i Riells, na comarca de Vallès Oriental.

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Discriminado por se dirigir à Guarda Civil em catalão

Os agentes da Guarda Civil exigiram que Charlier mostrasse a bolsa, já que haviam notado algo sob a roupa do belga, mas não sabiam o que era. Charlier explicou, em catalão, que não a mostraria, pois “seria desagradável”. Um dos agentes exigiu que o belga falasse em espanhol, entretanto, Charlier sabia falar catalão, mas não espanhol, uma língua que podia entender, mas não conseguia falar. De acordo com o belga, um dos agentes lhe disse: “Estamos na Espanha e, aqui, se fala espanhol”.

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Diante da insistência dos membros da Guarda Civil, Kris Charlier se viu obrigado a abaixar as calças, para que os agentes pudessem ver a bolsa coletora. A atitude do belga foi considerada uma “perturbação da ordem pública”. Assim, os agentes chamaram patrulha do aeroporto, e o levaram para uma sala separada, onde revistaram os pertences do belga. Os agentes também denunciaram Charlier por “não querer colaborar com a autoridade”.

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De acordo com as informações publicadas pelo Canal 324, a maioria dos casos de discriminação linguística não tem consequências legais. Entre 2007 e 2019, foram reportados 68 casos desse tipo de discriminação nos territórios de língua catalã, os Países Catalães. A maioria dos casos envolveu membros da Polícia Nacional espanhola. Em relação às consequências, dois terços das denúncias não têm nenhuma consequência legal; por outro lado, 30% acabam em multa ou denúncia contra a pessoa que sofreu a discriminação.

Nesta quinta-feira, Kris Charlier será acompanhado até o Juizado de Instrução Penal do município de Prat del Llobregat, onde prestará declarações, por membros da ONG Plataforma per la Llengua e membros de partidos como ERC, Junts per Catalunya, CUP e En Comú Podem.

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