Votação na Universitat Pompeu Fabra dá “exclusividade” ao uso da língua catalã

Resultado da votação a favor do uso "exclusivo" da língua catalã não foi unânime

Em plena época de divergências relacionadas à sentença do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha que impõe um mínimo de 25% de castelhano nas escolas catalãs, uma votação na Universitat Pompeu Fabra (UPF) insta o Conselho de Direção da entidade a dar “exclusividade” ao uso da língua catalã nas comunicações internas e publicações nas redes sociais.

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A aprovação da “exclusividade” do uso da língua catalã não foi unânime

A moção foi aprovada pelo corpo docente da Universitat Pompeu Fabra. O resultado da votação, porém, apresentou uma clara divisão interna, já que o uso “exclusivo” da língua catalã nas comunicações internas e redes sociais contou com 28 votos a favor, 27 contra e 13 abstenções.

Apesar do resultado, a favor da “exclusividade” do catalão, caberá ao Conselho da Direção estudar o caso. Em outras palavras, é possível que o resultado, finalmente, não seja concretizado.

O resultado da votação também inclui o inglês como língua que poderá ser usada nas comunicações. O inglês é considerado “língua franca na Academia”.

Críticas ao resultado da votação

Embora a moção aprovada tenha sido resultado de um processo democrático, e não de uma imposição, diversos setores institucionais e mediáticos “reprovaram” a decisão, argumentando que a Universitat Pompeu Fabra deseja “proibir” o uso do castelhano.

No portal de notícias ABC, o titular da notícia foi: “A equipe docente da Universitat Pompeu Fabra pede à direção que proíba o uso do castelhano”. Em uma linha de análise semelhante se expressou o texto de Crónica Global: “O corpo docente da UPF propões marginalizar o castelhano na universidade”.

O resultado da votação também desagradou a entidade Convivencia Cívica Catalana, que se propõe “lutar contra a intolerância do nacionalismo catalão, especialmente no âmbito linguístico”. A entidade, em modo de protesto, enviou uma carta ao reitor da UPF, Oriol Amat, exigindo-lhe que “revogue” a moção por seu “claramente ilegal”.

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