Messi: “Jamais iria à Justiça contra o clube que eu amo”

Fim das incertezas: Lionel Messi decide permanecer no Barça, pelo menos por mais uma temporada. Na tarde desta sexta-feira, o melhor jogador da história do clube catalão afirmou: “Jamais iria à Justiça contra o clube que eu amo”. Entretanto, o camisa ’10’ do Barça, como não poderia ser diferente, fez duras críticas à gestão do clube.

Após a perda da Liga espanhola e a vergonhosa derrota por 8 a 2 contra o Bayern de Munique, o argentino enviou um burofax à diretoria do Barcelona, expressando a sua vontade de abandonar a entidade. Porém, conforme explicado nesta publicação, Messi poderia sair do clube apenas por meio do pagamento de sua cláusula de rescisão: 700 milhões de euros.

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“Faz tempo que não há projeto algum, estão tapando buracos”

A decisão de Messi foi anunciada em entrevista concedida ao portal esportivo Goal.com. Em sua casa em Castelldefels, o argentino confessou que “há tempos que dizia ao clube, especialmente ao presidente, que desejava ir embora, pois acreditava que o clube precisava de gente mais jovem, e que sua etapa no Barcelona havia acabado”, algo que lhe “doeu muito, porque queria acabar a carreira no Barça”.

Apesar de rejeitar a ideia de “ir à Justiça contra o clube de sua vida”, Messi não poupou críticas à administração do clube: “Faz tempo que não há projeto algum, vão fazendo malabarismos e tapando buracos. Me custou muito decidir. Sempre disse que queria acabar minha carreira aqui, que queria um projeto ganhador”.

Sobre a reação da sua família, Messi disse que “foi um drama quando souberam que eu poderia ir, a família toda chorando. Meus filhos não queriam ir embora de Barcelona, não queriam mudar de colégio”.

Em relação ao desempenho do time, o argentino expressou seu desejo de “competir ao nível máximo, ganhar títulos, lutar pela Champions. Você pode ganhar ou perder, porque é muito difícil, mas tem que competir. Pelo menos competir, e que não aconteça o que aconteceu contra a Roma, o Liverpool e o Bayern”.

“Vou seguir no clube porque o presidente me disse que a única maneira de sair seria com o pagamento da cláusula de 700 milhões de euros, e isso é impossível. Outra maneira era ir à Justiça. Eu não iria à Justiça contra o Barça porque é o clube que eu amo, que me deu tudo desde que cheguei, é o clube da minha vida, tenho minha vida feita aqui, o Barça me deu tudo e eu lhe dei tudo. Nunca passou pela minha cabeça levar o Barça à Justiça”.

Mágoas sobre o que foi dito na imprensa

Perguntado sobre o que lhe doeu mais nos últimos meses, Messi criticou a publicação de “coisas falsas” contra ele, como, por exemplo, que “poderia ir à Justiça contra o Barça para obter alguma vantagem”. O craque foi contundente: “Nunca faria isso“.

O atacante prosseguiu: “Repito: queria ir embora, e tinha todo o direito, porque era isso que dizia o contrato. E não é um ‘Vou embora, e pronto’. Era um ‘Vou embora, e me custava muito’. Queria sair porque pensava em viver feliz meus últimos anos de futebol. Nesse último ano, não encontrei a felicidade no clube“.

Continuar a liderar a equipe

Messi garantiu que “seguirá no Barça, e que sua atitude em campo não vai mudar, por mais que tenha desejado ir embora”. Porém, o melhor jogador de futebol do século XXI disse que “não sabe o que acontecerá a partir de agora”. Por outro lado, o argentino se mostrou otimista: “Há um novo treinador, uma nova ideia, e isso é bom“. Apesar de não saber como responderá a equipe, Messi assegurou que “fica e dará o máximo”.

Sobre o comunicado enviado ao clube

Indagado sobre o motivo de ter enviado um burofax à diretoria azul-grená, Messi disse que era “uma maneira oficial de expressar sua vontade de sair do clube“. Garantiu, também, que “havia passado todo o ano dizendo ao presidente que desejava ir embora, buscar outros rumos na carreira, mas a resposta de Bartomeu era um ‘Depois falamos disso, que não, e isso e aquilo‘, mas nada”. “O presidente não dava bola“, prosseguiu o argentino. “Mandar o burofax era oficializar minha vontade de ir embora, não era para criar confusão ou prejudicar o clube, mas sim oficializar uma decisão que já estava tomada”, esclareceu.

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