Governo da Catalunha, “insatisfeito” com os acordos da reunião com o governo da Espanha

Os acordos da reunião com o governo da Espanha deixaram o governo da Catalunha “insatisfeito”. Para os membros da Generalitat de Catalunya que participaram da mesa bilateral com os homólogos do governo espanhol, os passos dados são “insuficientes”, já que, segundo a conselheira da Presidência catalã, Laura Vilagrà, “poucos pontos relacionados à lista de demandas do governo catalão foram debatidos”, e houve “poucas coisas concretas”.

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Laura Vilagrà diz que há “vontade de avançar”, e afirma que continuará a “exigir”

A representante do partido Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) disse que o governo catalão tem “vontade de avançar”, e que continuará a “exigir” o cumprimento dos possíveis acordos. Laura Vilagrà afirmou que esses acordos servem para “melhorar a vida dos cidadãos da Catalunha”, e avisou que os possíveis acordos não serão “moeda de troca” de nada: “Não queremos que esta mesa bilateral seja confundida com a mesa de diálogo”, reivindicou a catalã.

A princípio, a “mesa de diálogo” citada pela conselheira servirá para uma busca de soluções para o conflito político entre Catalunha e Espanha. Do ponto de vista do governo catalão, os temas “anistia” e “referendo pactado com a Espanha” precisam estar no diálogo. Por outro lado, o governo espanhol se recusa a conversar sobre esses temas. Na terceira via, o partido VOX diz que essa mesa bilateral entre os governos catalão e espanhol são “a mesa da traição”.

Críticas à postura “centralizadora” do governo espanhol

A “insatisfação” do governo da Catalunha também foi dirigida à postura “centralizadora” do governo espanhol. O vice-presidente do governo catalão, Jordi Puigneró, questionou a oferta de auto-governo apresentada por Pedro Sánchez à Catalunha.

Segundo o representante do partido Junts per Catalunya, o governo da Espanha “se contradiz” com suas propostas que buscam “centralizar” competências: “Pedro Sánchez repete seu ‘não’ à autodeterminação, mas ‘sim’ ao auto-governo, mas na oportunidade de mostrar isso na reunião, foi claramente insuficiente”, afirmou Puigneró. O representante catalão, “insatisfeito”, também disse que “denunciou” a existência de leis que, além de terem um “caráter centralizador”, são “regressivas” em relação aos direitos fundamentais.

A próxima comissão bilateral entre os governos da Catalunha e da Espanha está agendada para o fim de janeiro, início de fevereiro do próximo ano. Em relação à comissão mista de relações econômicas e fiscais, haverá um encontro em dezembro deste ano. No mês de outubro deste ano, haverá uma comissão bilateral de infraestruturas.

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