Gesto de relator da petição contra imunidade de eurodeputados catalães causa polêmica

Angel Dzhambazki, relator da petição contra a imunidade dos eurodeputados catalães Carles Puigdemont, Clara Ponsatí e Toni Comín

Nessa quarta-feira, o debate no Parlamento Europeu sobre o Estado de Direito foi marcado por uma saudação que gerou polêmica. Em discordância contra as sanções aplicadas à Hungria e Polônia, o eurodeputado conservador Angel Dzhambazki, relator da petição contra a imunidade de Carles Puigdemont, Clara Ponsatí e Toni Comín, três dos eurodeputados catalães, encerrou sua participação com um aparente aceno nazista.

O político búlgaro, contrário à vinculação entre a concessão dos fundos europeus e o respeito ao Estado de Direito, argumenta que seu gesto na Câmara foi “mal-interpretado”. Em sua conta no Twitter, Dzhambazki diz que “quando você confunde um simples aceno com uma saudação Nazista, isso significa que há um problema com a Lei de Godwin“.

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Além disso, o eurodeputado tenta se defender argumentando que “o fato de discordar não significa que ele seja um nazista”. O comentário de Dzhambazki foi dirigido à presidenta do Parlamento Europeu, Roberta Metsola. A política maltesa, também no Twitter, condenou o gesto do político búlgaro: “Uma saudação nazista no Parlamento Europeu é inaceitável para mim – sempre e em todos os lugares”.

Quem é Angel Dzhambazki?

Angel Dzhambazki é membro do grupo VMRO, o Movimento Nacional Búlgaro. Esse grupo, fortemente conservador, é um dos aliados do partido espanhol VOX, também da extrema-direita, cujo líder, Santiago Abascal, demonstrou seu apoio ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Em 2019, o político búlgaro participou de uma apresentação organizada pelo partido VOX no Parlamento Europeu, intitulado ‘Catalunha, uma região espanhola’. O evento foi marcado pelos desejos de um dos organizadores, Javier Ortega Smith: “Viva a Espanha, viva a Europa e Puigdemont na prisão“.

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