Observadores internacionais denunciam as perguntas feitas no julgamento

Após seis dias de julgamento aos presos políticos catalães, a equipe de observadores internacionais da plataforma International Trial Watch criticou com veemência as perguntas feitas pelos promotores. Em seu comunicado, os observadores dizem que as perguntas são feitas “de forma imprecisa”, e que poderiam ser “capciosas”.

Em relação ao interrogatório a Jordi Sànchez, os observadores afirmaram que a “criminalização da convocação e participação em manifestações multitudinárias” por parte dos promotores é “preocupante”, bem como o fato de ser ignorado o conceito de “manifestações espontâneas, que são reconhecidas e amparadas pelo direito internacional”.

O documento da plataforma também denuncia a “falta de um calendário público completo sobre o julgamento”. Além disso, critica as “longas doze horas de julgamento” da última quarta-feira, quando houve quatro depoimentos. Por último, International Trial Watch lamenta que “não tenha sido habilitado o sistema de tradução simultânea, que permitiria aos acusados depor em catalão”, e o fato de “não haver uma sala no Tribunal reservada aos observadores internacionais”, que precisam aguardar em uma fila.


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