Independência da Catalunha: dia decisivo em Tarragona

Neste 5 de maio, o palco que acolhe as melhores apresentações de castelos humanos do mundo será o cenário de um dia decisivo. A ANC (Assembleia Nacional Catalã) submeterá à votação o plano de ações para a efetivação da independência da Catalunha. A via unilateral será o tema protagonista da sétima assembleia geral ordinária, que contará com as presenças do presidente da Catalunha, Quim Torra, e representantes de grupos do Parlamento catalão.

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Condições para a via unilateral da independência da Catalunha

O plano de ações da ANC contemplava, inicialmente, três saídas para a solução do conflito político catalão. Duas delas envolviam um referendo acordado com o governo do Estado espanhol. Essas saídas, apesar de ideais, são vistas como “improváveis”, devido à constante repressão das camadas política e jurídica espanholas contra o independentismo catalão. A terceira saída do chamado full de ruta, o plano de ações, é a que contempla a via unilateral como a “mais provável”.

Para que a via unilateral, tecnicamente reconhecida como Declaração Unilateral de Independência, seja concretizada, algumas condições deverão ser verdadeiras. A primeira delas é que, após as eleições municipais e europeias (26 de maio) e a mais que provável sentença condenatória contra os presos políticos catalães (que deverá ser anunciada entre setembro e outubro), o presidente Quim Torra dissolva o Parlamento catalão, e convoque novas eleições. A ANC prevê que esse será o cenário caso os partidos independentistas não tenham chegado a um acordo estratégico. A segunda condição para que a independência da Catalunha seja declarada de maneira unilateral é que, após o sufrágio, os partidos “claramente independentistas” obtenham mais de 50% dos votos.

A ANC propõe que a declaração unilateral também seja publicada no Diário Oficial da Generalitat de Catalunya e no Boletim Oficial do Parlament de Catalunya. Em seguida, ocorreria o arriamento da bandeira espanhola na sede do governo catalão e na do Parlamento, o pedido de reconhecimento internacional, e a constituição como Estado em forma de República.

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